segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

DROGAS!


DROGAS! SERÁ QUE EU PRECISO PARA VIVER?

OS MOTIVOS QUE NORMALMENTE LEVAM ALGUÉM A PROVAR OU A USAR DROGAS (LÍCITAS OU ILÍCITAS) SÃO:

  1. Influência de amigos, de traficantes, da sociedade e da publicidade dos fabricantes de drogas lícitas (cigarros, bebidas, etc.);
  2. Desejo ou impressão de que elas podem resolver todos os problemas;
  3. Sensação imediata de prazer que produzem;
  4. A facilidade de acesso e obtenção;
  5. Fuga de situações frustrantes;
  6. Estimular comportamentos sociais;
  7. Acalmar-se diante das dificuldades;
  8. Recreação e/ou brincadeiras com os amigos;
  9. Problemas pessoais, profissionais e sociais;
  10.  Ficar acordado ou dormir por muitas horas;
  11.  Emagrecer ou engordar;
  12.  Esquecer ou memorizar fatos;
  13.  Fugir ou enfrentar situações;
  14.  Inebriar (sensação de leveza);
  15.  Inspiração / “falsa criatividade”;
  16.  Querer ser indestrutível (síndrome de popeye);
  17.  Aliviar dores, tensões, angústias, depressões;
  18.  Agüentar situações difíceis, privações e carências;
  19.  Buscar novas sensações, novas satisfações;
  20.  Personalidade fraca (desestruturada).

PERGUNTA PRINCIPAL: “O que possibilita um jovem não se drogar?".

FATORES PSICOLÓGICOS DE PROTEÇÃO

  1. O jovem SER autoconfiante e responsável;
  2. Apresentar condições intelectuais para a tomada de decisão;
  3. Demonstrar interesse pelos estudos;
  4. Manter relação afetiva de confiança com os pais, professores, parentes ou outra pessoa capaz de dar conselhos e apoio emocional;
  5. Na sua família existir laços afetivos significativos entre os seus membros;
  6. A educação formal é estimulada e valorizada pelas pessoas que o cercam;
  7. Em sua realidade predomina o estilo compreensivo de vida sem autoritarismo ou permissividade;
  8. Existe relação de confiança entre pais e filhos;
  9. Os pais demonstram interesse pela vida dos filhos e participam de seus sucessos e fracassos.

FATORES SOCIAIS DE PROTEÇÃO


  1. Sólida formação religiosa;
  2. Atenção aos estudos;
  3. Dedicação ao trabalho;
  4. Satisfação na vida pessoal;
  5. Estabilidade familiar. 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Normas de Convivência



Todo projeto educacional se solidifica quando existem as NORMAS DE CONVIVÊNCIA, estabelecidas pela instituição escolar. Neste sentido, a colaboração dos alunos e de suas famílias é fundamental, pois o desenvolvimento das atividades pedagógicas deve ser uma relação agradável.


 NORMAS DE CONVIVÊNCIA

A disciplina escolar é um instrumento pedagógico que facilita o processo ensino-aprendizagem, como também é importante para dar a criança e ao jovem, parâmetros de confiabilidade que serão determinantes no seu comportamento.

1. INFORMAÇÕES GERAIS:

1.1) Os pais ou responsáveis devem interagir com a Instituição, a fim de juntos, numa tríade Família-Escola-Educando, atingirmos o objetivo de educar.

1.2) A Instituição alertará aos alunos sobre os perigos de se pedir carona e freqüentar bares, ingerir bebidas alcoólicas, fumar. Proibirá esses atos desde que o aluno esteja nas dependências da Instituição e adjacências (com fardamento da Instituição). Logo, pedimos aos pais ou responsáveis que dêem maiores esclarecimentos aos seus filhos sobre os perigos de tais atitudes.

1.3) Não é permitido ao aluno exercer qualquer tipo de comércio nas dependências da Instituição, inclusive refeições ou lanches. Salvo, mediante autorização da Direção ou Coordenação.

1.4) O aluno só poderá dar avisos em sala de aula e afixar cartazes nas dependências da Instituição, com autorização da Direção ou Coordenação.

1.5) É terminantemente vetado ao aluno portar armas, bombas ou quaisquer instrumentos cortantes no recinto da Instituição.

1.6) Caso o aluno perca alguma atividade pontuada, deve apresentar uma justificativa por escrito e assinada pelos pais ou responsáveis, no prazo de 24 horas à Coordenação Pedagógica.

1.7) Problemas de saúde devem ser comunicados imediatamente à Coordenação Pedagógica que repassará para a Coordenação de Educação Física, através de atestado médico, o que evitará prejuízos à vida escolar do aluno e justificará eventuais faltas.

2. DIREITOS DOS ALUNOS:

2.1) Encontrar na Instituição ambiente adequado ao estudo, respeito, disciplina e amizade.

2.2) Receber orientação para uma boa formação moral, intelectual e humana.

2.3) Participar das atividades educacionais pedagógicas, culturais, recreativas, esportivas e religiosas.

2.4) Utilizar as dependências, equipamentos e mobiliários da Instituição, mediante autorização do setor competente.

2.5) Ter aulas ministradas por professores capacitados, assíduos, pontuais e idôneos.

2.6) Ser protegido contra agressões físicas ou morais nas dependências da Instituição.

2.7) Receber ajuda de primeiros socorros em caso de acidente.

2.8) O não comparecimento do aluno às avaliações previstas no calendário escolar durante o ano letivo, dar-lhe-á o direito a solicitação para a realização da Segunda Chamada, mediante os seguintes critérios:
                  I.    Apresentação de atestado médico à Coordenação Pedagógica, ou justificativa superior;
                II.    Preencher requerimento junto a Secretaria da Instituição;
               III.    Pagamento de uma taxa, no prazo de 72 horas.

3. DEVERES DO ALUNO:

3.1) O aluno não deverá, durante as aulas, conversar, promover brincadeiras ou ter qualquer atitude que dificulte a aprendizagem. O aluno será advertido e notificado pelo professor na caderneta. Em caso reincidência o aluno será encaminhado à Coordenação. 

3.2) É obrigação do aluno respeitar e tratar com bons modos os seus professores, funcionários e colegas. Sendo considerado Falta Grave qualquer forma de atitude grosseira, tanto no recinto da Instituição, como em qualquer outro local onde esteja representando.

3.3) O aluno deverá aguardar o seu professor em sala de aula. Após a entrada do professor, o aluno só terá ingresso na sala acompanhado da Coordenação Pedagógica ou de justificativa formal desta. O aluno deverá aproveitar o horário do recreio para ir ao banheiro, tomar água, lanchar, etc.

3.4) O aluno deverá acatar as decisões tomadas pela Direção e Coordenação, relacionadas ao bom andamento da vida escolar.

3.5) O material didático escolar indicado pela Instituição é de uso diário e indispensável, sendo sua falta prejudicial ao processo ensino-aprendizagem. A falta desse material é responsabilidade dos pais ou responsáveis.

4. DA PONTUALIDADE:

4.1) O horário de início e término das aulas deverá ser seguido rigorosamente, sendo o seu cumprimento um testemunho de responsabilidade para com os demais colegas. As constantes justificativas por atraso revelam descompromisso e deseducam. Por essa razão, solicitamos aos pais ou responsáveis que evitem o tempo de tolerância, o qual deverá ser utilizado apenas quando extremamente necessário, desde que devidamente justificado de acordo com o item 4.3.

4.2) Os alunos terão uma tolerância de 15 (quinze) minutos. Aquele aluno que chegar após a tolerância, não assistirá à primeira aula. Ficará aguardando a próxima aula. E, receberá falta naquela disciplina.

4.3) O aluno que chegar após à segunda aula, deverá apresentar a justificativa do atraso por escrito à Coordenação Pedagógica, pelos pais ou responsáveis.

4.4) Solicitamos aos pais ou responsáveis pelos alunos, evitarem a saída antecipada. Contudo, quando for inevitável, o aluno só sairá acompanhado pelo responsável ou com autorização por escrito dos seus pais ou responsáveis, entregue à Coordenação Pedagógica.

5. DO FARDAMENTO:
   
5.1) O acesso do aluno às salas de aula é condicionado também pelo uso do uniforme escolar.

5.2) Para as aulas de Educação Física, aluno deverá vir com a blusa do fardamento específico para a disciplina e trocá-la, caso seja necessário, após a aula.

5.3) Camisas de eventos da Instituição não podem ser utilizadas como fardamento, exceto, nas aulas de Educação Física.

5.4) Bata para as aulas de laboratório. O aluno sem bata não participará das aulas práticas. 

6) DAS FALTAS:

6.1) Todas as aulas são importantes. É, portanto, fundamental que o aluno falte o mínimo possível e por sérios motivos, tendo o cuidado de comunicar a Instituição, a fim de que sua justificativa seja registrada no controle diário de faltas.

7) NÃO SERÃO PERMITIDOS EM SALA DE AULA E/OU DEPENDÊNCIAS DA INSTIRUIÇÃO:

7.1) Atitudes de indisciplina durante a aula, o que acarretará saída da sala e encaminhamento à Coordenação Pedagógica, para os devidos esclarecimentos. Em caso de reincidência, os pais serão chamados.

7.2) Atrasos sem autorização da Coordenação Pedagógica.

7.3) Uso de rádios, walkman, telefones celulares ou aparelhos eletroeletrônicos. Durante as aulas estes aparelhos devem permanecer desligados.

7.4) Lanchar no horário das aulas.

7.5) Riscar bancas ou paredes.

7.6) O professor liberar o aluno para fazer trabalhos ou estudar outras disciplinas e para tirar xerox.

7.7) Usar boné, chapéu, gorro ou touca, nas dependências da sala de aula.

8) DA COMPETÊNCIA DOS PAIS OU RESPONSÁVEIS:

8.1) Comparecer as reuniões de pais e a Instituição, quando solicitado ou a qualquer momento que sinta interesse em participar do desenvolvimento escolar do seu(a) filho(a).

8.2) Assumir responsabilidade pelo cumprimento dos horários dos seus filhos.

8.3) Informar-se dos horários de atendimento das Coordenações Pedagógicas às famílias.

8.4) Providenciar o material didático do aluno em tempo hábil.

8.5) Evitar o comparecimento do aluno a Instituição sem o fardamento completo.

8.6) Acompanhar o rendimento escolar do aluno através dos boletins de notas e da participação em Plantões Pedagógicos.

8.7) Arcar com as despesas médico-hospitalares em caso de acidentes.

8.8) Indenizar a Instituição em caso de danos materiais ocasionados pelos seus filhos.

9) SOBRE ACHADOS E PERDIDOS:

9.1) A Instituição orientará os alunos na formação de hábitos de responsabilidade, zelo pelo seu material e respeito pelo material do colega. É necessário que a família faça o mesmo. Lembramos, no entanto, que não podemos nos responsabilizar por materiais perdidos ou danificados.

9.2) Todo e qualquer material encontrado deverá ser entregue a Coordenação Pedagógica, que tentará encontrar (identificar) o seu dono.


9.3) Não é permitido aos alunos trazerem qualquer tipo de objeto de valor que atraia ou tire a atenção dentro da sala de aula. O colégio não se responsabilizará por perdas ou danos causados a esses objetos.

Observação: Estas normas de convivências foram elaboradas durante o meu período de trabalhos em algumas Instituições. Portanto, servem apenas como dicas. Cada Instituição, deverá montar as suas normas, de acordo com a realidade escolar da sua região. Outro, dado importante é que elas foram construídas com a opinião dos alunos, dos pais, dos professores, dos coordenadores, dos orientadores e direção. Foi um trabalho coletivo.  

Projeto de Acolhida ao Novo Aluno









Colégio X

Projeto: Acolhida aos Novos Alunos e Pais ou Responsáveis – 2017

Público Alvo: Alunos do 6º ao 9º anos e Ensino Médio

Data: a ser escolhida

Horário: a ser escolhido

Local: a ser escolhido

Responsáveis: Coordenações Pedagógicas
                        Serviço de Orientação Educacional e Psicológica

Objetivo Geral: Acolher os novos alunos e Pais de forma prazerosa, mostrando caminhos que sejam indicadores de confiabilidade na proposta pedagógica do Colégio, gerando segurança na escolha da família.

Objetivos Específicos:

Ø  Acolher os novos alunos em clima de confiança e descontração;
Ø  Favorecer a integração entre os novos alunos, de forma descontraída e lúdica;
Ø  Analisar o desempenho de cada novo aluno na realização das tarefas, aplicando atividades de sondagem pedagógica;
Ø  Informar aos Pais ou Responsáveis, sobre a Proposta Pedagógica do Colégio.

Metodologia:

1 – Atividades com os Novos Alunos:
a)    Dinâmica de Integração;
b)    Trabalho (em Grupo) de Sondagem Pedagógica;
c)    Realizar um momento de explosão de idéias e, solicitar uma redação individual;
d)    Leitura de um Texto, buscando analisar a capacidade de compreensão e interpretação;
e)    Aplicação de um questionário sócio-cultural.

2 – Atividades com os Pais ou Responsáveis:
a)    Dinâmica de Acolhida (Leitura e reflexão de texto);
b)    Informações administrativas/pedagógicas;
c)    Entrevista com os Pais ou Responsáveis para complementação de informações sobre o novo aluno.

Equipe de Apoio:  Professores
                             Funcionários


Recife, Janeiro de 2017.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

CONTROLE SOCIAL


Resultado de imagem para imagens de crianças e adolescentesCONTROLE SOCIAL

Nas relações sociais, um dos elementos importantes é a expectativa do comportamento dos outros componentes do grupo, isto é, a possibilidade de prever suas reações que, por sua vez, influenciarão nossas futuras ações. Tal possibilidade é essencial para a cooperação e a atuação grupal. A previsão, portanto, depende de um sistema de normas para o qual se supõe que os componentes do grupo estejam orientados. Quando o padrão é rompido, através do comportamento desviado, a ruptura provoca sentimentos negativos, dando origem a um processo de sanções cuja função é punir a infração, impedir futuros desvio e/ou alterar as condições que originam o comportamento desviado. Este processo constitui o controle social.
O desvio é um comportamento disfuncional em relação ao grupo onde ocorre. Tal conceito é desprovido de conotações valorativas: As normas dos diferentes grupos constitutivos de uma sociedade mais ampla podem encontrar-se em oposição. Por exemplo, o comportamento considerado funcional, harmônico, em conformidade com as normas, num grupo de criminosos, quando analisado em relação às normas de outro subgrupo ou da sociedade maior, será considerado desviado ou disfuncional.
Essas considerações indicam que nem todo desvio é nocivo para os componentes do grupo. O membros da quadrilha de criminosos que deseja o abandono do crime comete um desvio em relação às normas de seu grupo; da mesma maneira age o intelectual inovador que combate preconceitos sociais superados e prejudiciais.

Causas da Conformidade

Johnson considera que as principais causas da conformidade são as seguintes:

ü  Socialização – Processo que propicia a interiorização das normas sociais, que se integram na estrutura da personalidade.

ü  Isolamento – Processo através do qual a pessoa se adapta às diversas normas e valores em conflito, e a diferentes momentos e lugares, de tal maneira que a ação apropriada para uma determinada ocasião permaneça restrita a ela.

ü  Hierarquia – Além do fator tempo e lugar, as normas e valores integrantes de um sistema sóciocultural encontram-se classificados por ordem de precedência. Esta hierarquia permite uma escolha mais adequada, em ocasiões em que mais de uma norma pode ser aplicada no mesmo momento e no mesmo lugar.

ü  Controle social – Quando conhecido, o controle social pode funcionar através da antecipação, pois a pessoa socializada pode prever as consequências que advirão de seu comportamento desviado se ferir as expectativas dos demais.

ü  Ideologia – A ideologia pode reforçar a conformidade de seus membros, quando dá um apoio “intelectual” às normas mediantes uma visão do papel e do lugar do grupo na sociedade. ( Quando as ideologias contestam a validez deste papel, podem dar origem a desvio, no sentido revolucionário.)

ü  Interesses adquiridos – As normas sociais definem não só as obrigações, como também os direitos. Desta maneira, as possíveis sanções ou motivos idealistas e também os interesses adquiridos contribuem para a conformidade dos membros às normas sociais, que protegem certas vantagens desfrutadas por seus membros, e as transformam em vantagens legitimadas, originando a convicção no apoio dado às normas. A expressão “interesses adquiridos” é, também, desprovida de conotações valorativas, quando empregada neste contexto.

CAUSAS DOS DESVIOS


É ainda Johnson quem indica os seguintes fatores que facilitam o desvio:

ü  Socialização falha ou carente – O termo “falha” é avaliatório e seu emprego representa o ponto de vista dos que aceitam as normas em questão.

ü  Sanções fracas – Se as sanções positivas e negativas, referentes à conformidade e ao desvio, são fracas, perdem muito de seu poder de orientação ou de determinação do comportamento.

ü  Cumprimento medíocre – Se as sanções são adequadamente fortes, mas sua aplicação não é freqüente, sendo poucas as pessoas encarregadas da sua execução, a validade da norma enfraquece.

ü Facilidade de racionalização – A racionalização é o processo pelo qual a pessoa que interiorizou as normas sociais justifica seu comportamento em desvio, reconciliando-o com sua auto-estima de pessoa digna de confiança, seguidora das normas sociais.

ü  Alcance indefinido da norma – Muitas vezes, o alcance ou os limites de uma norma não são claramente definidos; desta maneira, o comportamento que alguns consideram desviado pode ser defendido pela pessoa como sendo, na realidade, mais legitimo do que o esperado. Teríamos como exemplo o comportamento dos radicais ou fanáticos.

ü  Sigilo das infrações – O não descobrimento do comportamento em desvio, e, em conseqüência, o não-emprego imediato do controle social tendem a fortalecer a atitude criada por este desvio.

ü  Execução injusta ou corrupta da lei – Quando as pessoas encarregadas da manutenção e aplicação da lei não o fazem de maneira justa e eqüitativa, ou quando são, até certo ponto, coniventes com o comportamento desviado de determinados elementos, tal atitude contribui para solapar o respeito pela lei, por parte da população.

ü  Legitimação subcultural do desvio – Através da aprovação do comportamento, desviado ou não conformado, por seus companheiros, o indivíduo é encorajado no desvio das normas da sociedade maior, como, por exemplo, numa quadrilha de ladrões; o que se considera comportamento desviado na sociedade maior  é conformidade para o grupo particular. O mesmo acontece num grupo de contestação, fortemente politizado.

ü  Sentimentos de lealdade para com os grupos em desvio – A solidariedade e a cooperação existentes no interior do grupo exercem pressão sobre o indivíduo, a fim de que mantenha sua lealdade, mesmo que não mais aprove ou não mais deseje persistir no comportamento desviado.

Prevenção e controle da violência escolar

Resultado de imagem para recreio na escola
Resultado de imagem para imagens recreio escolarTanto a família como a escola podem estabelecer regras para evitar a violência escolar. É possível proteger seu filho para que não se converta em um agressor ou em uma vítima de agressão? Claro que sim. Pelo menos existem algumas pautas que podem ajudar tanto a família como os educadores e a sociedade de um modo geral, a prevenir este fenômeno. Lutar contra o abuso é uma responsabilidade de todos. Cada parte implicada deve cumprir seu papel.

A família e a violência

Educar é uma tarefa muito difícil já que os pais e mães não são especialistas em pedagogia ou tenham nascido preparados para educar seus filhos. Mas a família se constrói e seu posicionamento é considerado essencial para a socialização das crianças, através da transmissão de valores, normas, comportamentos, etc. A família é que tem que estabelecer o que é reprovável e o que é aceitável, em casa e nas relações sociais. Segundo os especialistas em agressão escolar, a ausência de regras, a falta de supervisão e de controles razoáveis da conduta dos filhos fora do colégio, do que fazem e com quem andam, é uma tarefa muito difícil. A falta de comunicação e a ocorrência de tensões e de brigas na família, podem levar aos filhos adquirirem condutas agressivas.

O que a família pode fazer

Existem cursos e reuniões de escola de pais e mães que podem orientar aos progenitores do que podem fazer para mantê-los longe dos abusos. Baseiam-se em regras básicas, como:
1- Preocupar-se com seus filhos, falando com eles. Criar um canal de diálogo com eles. Evitem os monólogos. Aprende-se e se conhece melhor os filhos ouvindo-lhes.

2- Estar atento aos possíveis sintomas como nervosismo, falta de apetite, insônia, baixo rendimento escolar, fobia escolar, etc.

3- Controlar e supervisionar as condutas de seus filhos, observando o que faz, onde anda, com quem brinca, quais são seus interesses, projetos, etc.

4- Determinar os limites e as normas. Exigir o cumprimento das elementais.

5- Educar para controlar as emoções, para comportar-se com os demais, para a convivência.

6- Observar os comportamentos, estados de ânimo e as mudanças nos hábitos das crianças.

A escola contra a violência

O tipo de disciplina que existe na sala de aula e no centro educacional é de fundamental importância na construção de uma boa conduta. A constante supervisão nas aulas e no pátio, assim como em cantinas (durante o recreio), pode-se detectar se está ocorrendo alguma agressão escolar. Professores e monitores devem estar presentes, sempre.

O que as escolas devem fazer

A princípio, não fechar os olhos à realidade. Estabelecer regras para evitar o abuso, manter uma caixa de sugestões e de queixas sempre aberto, tratar o tema através de cursos, conferências ou palestras, colocar os monitores ou vigilantes na cantina, no recreio, e em outras zonas de risco, introduzir e manter matérias de educação em valores, e intervir de uma forma rápida, direta e contundente no caso de haver suspeita de agressão escolar. Em concordância com o centro educacional, os professores devem colaborar na identificação de algum caso, ou simplesmente estabelecendo com seus alunos normas de não agressão.

O que podem fazer as instituições e os meios de comunicação

Criar e manter um telefone público para as crianças é uma forma de abrir uma porta a seus possíveis conflitos. As campanhas anuais de sensibilização também podem funcionar para prevenir a agressão escolar. Quanto aos meios de comunicação seria interessante e muito viável que controlassem mais os conteúdos que exibem ou publicam. A sociedade em geral deve prevenir e cortar possíveis sinais de agressão. É necessário estar atento e não deixar passar nada ou pensar que tudo é normal ou se trata de uma piada. Quando uma criança zomba, ameaça ou bate em outra criança, deve-se intervir para que isso não se repita. Quando no pátio do colégio alguém zomba do aspecto de outra pessoa, deve-se repreendê-lo. O mal se corta pela raiz.


Referência: guiainfantil.com