terça-feira, 20 de dezembro de 2016

CONTROLE SOCIAL


Resultado de imagem para imagens de crianças e adolescentesCONTROLE SOCIAL

Nas relações sociais, um dos elementos importantes é a expectativa do comportamento dos outros componentes do grupo, isto é, a possibilidade de prever suas reações que, por sua vez, influenciarão nossas futuras ações. Tal possibilidade é essencial para a cooperação e a atuação grupal. A previsão, portanto, depende de um sistema de normas para o qual se supõe que os componentes do grupo estejam orientados. Quando o padrão é rompido, através do comportamento desviado, a ruptura provoca sentimentos negativos, dando origem a um processo de sanções cuja função é punir a infração, impedir futuros desvio e/ou alterar as condições que originam o comportamento desviado. Este processo constitui o controle social.
O desvio é um comportamento disfuncional em relação ao grupo onde ocorre. Tal conceito é desprovido de conotações valorativas: As normas dos diferentes grupos constitutivos de uma sociedade mais ampla podem encontrar-se em oposição. Por exemplo, o comportamento considerado funcional, harmônico, em conformidade com as normas, num grupo de criminosos, quando analisado em relação às normas de outro subgrupo ou da sociedade maior, será considerado desviado ou disfuncional.
Essas considerações indicam que nem todo desvio é nocivo para os componentes do grupo. O membros da quadrilha de criminosos que deseja o abandono do crime comete um desvio em relação às normas de seu grupo; da mesma maneira age o intelectual inovador que combate preconceitos sociais superados e prejudiciais.

Causas da Conformidade

Johnson considera que as principais causas da conformidade são as seguintes:

ü  Socialização – Processo que propicia a interiorização das normas sociais, que se integram na estrutura da personalidade.

ü  Isolamento – Processo através do qual a pessoa se adapta às diversas normas e valores em conflito, e a diferentes momentos e lugares, de tal maneira que a ação apropriada para uma determinada ocasião permaneça restrita a ela.

ü  Hierarquia – Além do fator tempo e lugar, as normas e valores integrantes de um sistema sóciocultural encontram-se classificados por ordem de precedência. Esta hierarquia permite uma escolha mais adequada, em ocasiões em que mais de uma norma pode ser aplicada no mesmo momento e no mesmo lugar.

ü  Controle social – Quando conhecido, o controle social pode funcionar através da antecipação, pois a pessoa socializada pode prever as consequências que advirão de seu comportamento desviado se ferir as expectativas dos demais.

ü  Ideologia – A ideologia pode reforçar a conformidade de seus membros, quando dá um apoio “intelectual” às normas mediantes uma visão do papel e do lugar do grupo na sociedade. ( Quando as ideologias contestam a validez deste papel, podem dar origem a desvio, no sentido revolucionário.)

ü  Interesses adquiridos – As normas sociais definem não só as obrigações, como também os direitos. Desta maneira, as possíveis sanções ou motivos idealistas e também os interesses adquiridos contribuem para a conformidade dos membros às normas sociais, que protegem certas vantagens desfrutadas por seus membros, e as transformam em vantagens legitimadas, originando a convicção no apoio dado às normas. A expressão “interesses adquiridos” é, também, desprovida de conotações valorativas, quando empregada neste contexto.

CAUSAS DOS DESVIOS


É ainda Johnson quem indica os seguintes fatores que facilitam o desvio:

ü  Socialização falha ou carente – O termo “falha” é avaliatório e seu emprego representa o ponto de vista dos que aceitam as normas em questão.

ü  Sanções fracas – Se as sanções positivas e negativas, referentes à conformidade e ao desvio, são fracas, perdem muito de seu poder de orientação ou de determinação do comportamento.

ü  Cumprimento medíocre – Se as sanções são adequadamente fortes, mas sua aplicação não é freqüente, sendo poucas as pessoas encarregadas da sua execução, a validade da norma enfraquece.

ü Facilidade de racionalização – A racionalização é o processo pelo qual a pessoa que interiorizou as normas sociais justifica seu comportamento em desvio, reconciliando-o com sua auto-estima de pessoa digna de confiança, seguidora das normas sociais.

ü  Alcance indefinido da norma – Muitas vezes, o alcance ou os limites de uma norma não são claramente definidos; desta maneira, o comportamento que alguns consideram desviado pode ser defendido pela pessoa como sendo, na realidade, mais legitimo do que o esperado. Teríamos como exemplo o comportamento dos radicais ou fanáticos.

ü  Sigilo das infrações – O não descobrimento do comportamento em desvio, e, em conseqüência, o não-emprego imediato do controle social tendem a fortalecer a atitude criada por este desvio.

ü  Execução injusta ou corrupta da lei – Quando as pessoas encarregadas da manutenção e aplicação da lei não o fazem de maneira justa e eqüitativa, ou quando são, até certo ponto, coniventes com o comportamento desviado de determinados elementos, tal atitude contribui para solapar o respeito pela lei, por parte da população.

ü  Legitimação subcultural do desvio – Através da aprovação do comportamento, desviado ou não conformado, por seus companheiros, o indivíduo é encorajado no desvio das normas da sociedade maior, como, por exemplo, numa quadrilha de ladrões; o que se considera comportamento desviado na sociedade maior  é conformidade para o grupo particular. O mesmo acontece num grupo de contestação, fortemente politizado.

ü  Sentimentos de lealdade para com os grupos em desvio – A solidariedade e a cooperação existentes no interior do grupo exercem pressão sobre o indivíduo, a fim de que mantenha sua lealdade, mesmo que não mais aprove ou não mais deseje persistir no comportamento desviado.

Prevenção e controle da violência escolar

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Resultado de imagem para imagens recreio escolarTanto a família como a escola podem estabelecer regras para evitar a violência escolar. É possível proteger seu filho para que não se converta em um agressor ou em uma vítima de agressão? Claro que sim. Pelo menos existem algumas pautas que podem ajudar tanto a família como os educadores e a sociedade de um modo geral, a prevenir este fenômeno. Lutar contra o abuso é uma responsabilidade de todos. Cada parte implicada deve cumprir seu papel.

A família e a violência

Educar é uma tarefa muito difícil já que os pais e mães não são especialistas em pedagogia ou tenham nascido preparados para educar seus filhos. Mas a família se constrói e seu posicionamento é considerado essencial para a socialização das crianças, através da transmissão de valores, normas, comportamentos, etc. A família é que tem que estabelecer o que é reprovável e o que é aceitável, em casa e nas relações sociais. Segundo os especialistas em agressão escolar, a ausência de regras, a falta de supervisão e de controles razoáveis da conduta dos filhos fora do colégio, do que fazem e com quem andam, é uma tarefa muito difícil. A falta de comunicação e a ocorrência de tensões e de brigas na família, podem levar aos filhos adquirirem condutas agressivas.

O que a família pode fazer

Existem cursos e reuniões de escola de pais e mães que podem orientar aos progenitores do que podem fazer para mantê-los longe dos abusos. Baseiam-se em regras básicas, como:
1- Preocupar-se com seus filhos, falando com eles. Criar um canal de diálogo com eles. Evitem os monólogos. Aprende-se e se conhece melhor os filhos ouvindo-lhes.

2- Estar atento aos possíveis sintomas como nervosismo, falta de apetite, insônia, baixo rendimento escolar, fobia escolar, etc.

3- Controlar e supervisionar as condutas de seus filhos, observando o que faz, onde anda, com quem brinca, quais são seus interesses, projetos, etc.

4- Determinar os limites e as normas. Exigir o cumprimento das elementais.

5- Educar para controlar as emoções, para comportar-se com os demais, para a convivência.

6- Observar os comportamentos, estados de ânimo e as mudanças nos hábitos das crianças.

A escola contra a violência

O tipo de disciplina que existe na sala de aula e no centro educacional é de fundamental importância na construção de uma boa conduta. A constante supervisão nas aulas e no pátio, assim como em cantinas (durante o recreio), pode-se detectar se está ocorrendo alguma agressão escolar. Professores e monitores devem estar presentes, sempre.

O que as escolas devem fazer

A princípio, não fechar os olhos à realidade. Estabelecer regras para evitar o abuso, manter uma caixa de sugestões e de queixas sempre aberto, tratar o tema através de cursos, conferências ou palestras, colocar os monitores ou vigilantes na cantina, no recreio, e em outras zonas de risco, introduzir e manter matérias de educação em valores, e intervir de uma forma rápida, direta e contundente no caso de haver suspeita de agressão escolar. Em concordância com o centro educacional, os professores devem colaborar na identificação de algum caso, ou simplesmente estabelecendo com seus alunos normas de não agressão.

O que podem fazer as instituições e os meios de comunicação

Criar e manter um telefone público para as crianças é uma forma de abrir uma porta a seus possíveis conflitos. As campanhas anuais de sensibilização também podem funcionar para prevenir a agressão escolar. Quanto aos meios de comunicação seria interessante e muito viável que controlassem mais os conteúdos que exibem ou publicam. A sociedade em geral deve prevenir e cortar possíveis sinais de agressão. É necessário estar atento e não deixar passar nada ou pensar que tudo é normal ou se trata de uma piada. Quando uma criança zomba, ameaça ou bate em outra criança, deve-se intervir para que isso não se repita. Quando no pátio do colégio alguém zomba do aspecto de outra pessoa, deve-se repreendê-lo. O mal se corta pela raiz.


Referência: guiainfantil.com

A AUTO-ESTIMA NA EDUCAÇÃO

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PRINCIPAIS CONCEITOS

O QUE É AUTO-ESTIMA?

É a capacidade de sentirmos a vida, estando de bem com ela. É a confiança em nosso modo de pensar e de enfrentar os problemas da vida. 
Sandra Marilize Mainardi.

O QUE É EDUCAÇÃO?

A educação é um processo de humanização. É o processo pelo qual se possibilita que os seres humanos se insiram na sociedade humana, historicamente construída e em construção. 
Pimenta e Anastasiou, 2002, p.97.

A tarefa da educação é inserir as crianças e os jovens tanto no avanço civilizatório, para que dele usufruam, como na problemática do mundo de hoje, por intermédio:
u Da reflexão;
u Do conhecimento;
u Da análise;
u Da compreensão;
u Da contextualização;
u Do desenvolvimento de habilidades e de atitudes. 
Pimenta e Anastasiou, 2002, p.97

A RELAÇÃO ENTRE A AUTO-ESTIMA E A EDUCAÇÃO

Auto-estima do Educador:
... De acordo com Rogers, existe uma conexão íntima entre:
  1. A saúde mental;
  2. A congruência;
  3. A auto-estima.
Se nosso autoconceito é congruente com nossas experiências de vida, teremos auto-estima alta e geralmente uma boa saúde mental. 
Huffman e Vernoy, 2003, p.514.

Auto-estima na Educação:
a)      Auto-confiança;
b)      Humanização;
c)      Construção histórica;
d)     Avanço civilizatório;
e)      Reflexão;
f)       Contextualização;
g)      Desenvolvimento de habilidades e atitudes;
h)      Saúde mental;
i)        Congruência;
j)        Autoconceito.
PSICOLOGIA POSITIVA

PSICOLOGIA POSITIVA: uma proposta teórico metodológica.

Conceito: é o estudo científico das forças e virtudes próprias do indivíduo...em relação ao potencial, motivação e capacidades humanas.

Origem: Estados Unidos – 1998 - Martin Seligman

Propostas Diferentes: A Psicologia tradicional (modelo de doença e caráter disfuncional). A Psicologia Positiva (modelo da saúde e caráter funcional).

PSICOLOGIA POSITIVA c  AUTO-ESTIMA c EDUCAÇÃO

A PSICOLOGIA POSITIVA ENVOLVE:
  1. Políticas de Promoção da Saúde Mental.
  2. Prevenção contra Doenças Físicas e Mentais.
  3. Busca pela Felicidade.
ALGUMAS REFLEXÕES

... alguém que tem problemas, vivencia situações e momentos tristes, mas ainda assim, sente-se feliz. Graziano, 2008, p.15.

... a chave para a felicidade seria o cultivo das chamadas emoções positivas... A felicidade não é para todo mundo. É para quem estiver disposto a trabalhar por ela. Graziano, 2008, p.16.

 ... o analfabetismo num país é tão intolerável quanto a falta de caráter ou a ausência de empatia nas relações humanas ... precisamos nos preocupar também com a alfabetização emocional.  Figueiró, 2008, p.38.

... a visão positiva de si mesmo (auto-estima) como aluno não se restringe ao ambiente escolar, mas se estende para valores, confiança no adulto e no mundo de modo geral. Leme, 2008, p.57.

... os feedbacks, em sua maioria, têm um foco no negativo, naquilo que não deu certo.Essa atitude é muito prejudicial para o colaborador, pois abala sua ESTIMA e sua efetividade, gerando rancor e poluindo a comunicação. Laurenza, 2008, p.73.

... a saúde ... É um processo subjetivo e individual, uma vez que o que determinam o bem-estar é a percepção que o indivíduo tem de si. Ogata, 2008, p.77.

ESTUDO DE CASO:
Situação Apresentada pela Educadora:
  1. Curso: superior.
  2. Sexo: feminino.
  3. Auto-imagem: negativa.
  4. Principal queixa: baixa auto-estima, desânimo, estressada, idéias suicidas, baixo rendimento escolar e pensamentos de abandonar o curso e o trabalho.


Terapêutica:
  1. escuta;
  2. disponibilidade;
  3. psicoterapia e psiquiatria;
  4. credibilidade nas suas funções;
  5. desenvolvimento interpessoal.
Situação atual:
  1. Elevou a auto-estima;
  2. Melhorou o rendimento escolar;
  3. Mudou de emprego.
Autor: Alexandre Nunes – CRP 02/7043.
Referências:
-          HUFFMAN, Karen; VERNOY Mark e VERNOY, Judith.Psicologia.São Paulo: Atlas, 2003.
-          PSIQUE. Ciência e Vida. Edição Especial. Ano III. Nº 8. Editora: Escala.2008
-          PIMENTA, Selma Garrido e ANASTASIOU, Léa das Graças camargos.Docênciano Ensino Superior.Vol. I São Paulo: Cortez, 2002.