Este blog tem como objetivo apresentar temas relacionados aos processos educativos.
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Prevenção e controle da violência escolar
A família e a
violência
Educar
é uma tarefa muito difícil já que os pais e mães não são especialistas em
pedagogia ou tenham nascido preparados para educar seus filhos. Mas a família
se constrói e seu posicionamento é considerado essencial para a socialização
das crianças, através da transmissão de valores, normas, comportamentos, etc. A
família é que tem que estabelecer o que é reprovável e o que é aceitável, em
casa e nas relações sociais. Segundo os especialistas em agressão escolar, a
ausência de regras, a falta de supervisão e de controles razoáveis da conduta
dos filhos fora do colégio, do que fazem e com quem andam, é uma tarefa muito
difícil. A falta de comunicação e a ocorrência de tensões e de brigas na
família, podem levar aos filhos adquirirem condutas agressivas.
O que a família pode
fazer
Existem
cursos e reuniões de escola de pais e mães que podem orientar aos progenitores
do que podem fazer para mantê-los longe dos abusos. Baseiam-se em regras
básicas, como:
1-
Preocupar-se com seus filhos, falando com eles. Criar um canal de diálogo com
eles. Evitem os monólogos. Aprende-se e se conhece melhor os filhos
ouvindo-lhes.
2- Estar atento aos possíveis sintomas como nervosismo, falta de
apetite, insônia, baixo rendimento escolar, fobia escolar, etc.
3- Controlar e supervisionar as condutas de seus filhos,
observando o que faz, onde anda, com quem brinca, quais são seus interesses,
projetos, etc.
4-
Determinar os limites e as normas. Exigir o cumprimento das elementais.
5- Educar para controlar as emoções, para comportar-se com os
demais, para a convivência.
6-
Observar os comportamentos, estados de ânimo e as mudanças nos hábitos das
crianças.
A escola contra a
violência
O
tipo de disciplina que existe na sala de aula e no centro educacional é de
fundamental importância na construção de uma boa conduta. A constante supervisão
nas aulas e no pátio, assim como em cantinas (durante o recreio), pode-se
detectar se está ocorrendo alguma agressão escolar. Professores e monitores
devem estar presentes, sempre.
O que as escolas devem
fazer
A
princípio, não fechar os olhos à realidade. Estabelecer regras para evitar o
abuso, manter uma caixa de sugestões e de queixas sempre aberto, tratar o tema
através de cursos, conferências ou palestras, colocar os monitores ou
vigilantes na cantina, no recreio, e em outras zonas de risco, introduzir e
manter matérias de educação em valores, e intervir de uma forma rápida, direta
e contundente no caso de haver suspeita de agressão escolar. Em concordância
com o centro educacional, os professores devem colaborar na identificação de
algum caso, ou simplesmente estabelecendo com seus alunos normas de não
agressão.
O que podem fazer as
instituições e os meios de comunicação
Criar
e manter um telefone público para as crianças é uma forma de abrir uma porta a
seus possíveis conflitos. As campanhas anuais de sensibilização também podem
funcionar para prevenir a agressão escolar. Quanto aos meios de comunicação
seria interessante e muito viável que controlassem mais os conteúdos que exibem
ou publicam. A sociedade em geral deve prevenir e cortar possíveis sinais de
agressão. É necessário estar atento e não deixar passar nada ou pensar que tudo
é normal ou se trata de uma piada. Quando uma criança zomba, ameaça ou bate em
outra criança, deve-se intervir para que isso não se repita. Quando no pátio do
colégio alguém zomba do aspecto de outra pessoa, deve-se repreendê-lo. O mal se
corta pela raiz.
Referência: guiainfantil.com
A AUTO-ESTIMA NA EDUCAÇÃO
PRINCIPAIS
CONCEITOS
O QUE É AUTO-ESTIMA?
É a capacidade de
sentirmos a vida, estando de bem com ela. É a confiança em nosso modo de pensar
e de enfrentar os problemas da vida.
Sandra Marilize Mainardi.
O QUE É EDUCAÇÃO?
A educação é um
processo de humanização. É o processo pelo qual se possibilita que os seres
humanos se insiram na sociedade humana, historicamente construída e em
construção.
Pimenta e Anastasiou, 2002, p.97.
A tarefa da educação é
inserir as crianças e os jovens tanto no avanço civilizatório, para que dele
usufruam, como na problemática do mundo de hoje, por intermédio:
u Da
reflexão;
u Do
conhecimento;
u Da
análise;
u Da
compreensão;
u Da
contextualização;
u Do
desenvolvimento de habilidades e de atitudes.
Pimenta e Anastasiou, 2002, p.97
A
RELAÇÃO ENTRE A AUTO-ESTIMA E A EDUCAÇÃO
Auto-estima do Educador:
... De acordo com Rogers, existe uma conexão íntima
entre:
- A
saúde mental;
- A
congruência;
- A auto-estima.
Se nosso autoconceito é
congruente com nossas experiências de vida, teremos auto-estima alta e
geralmente uma boa saúde mental.
Huffman e Vernoy, 2003, p.514.
Auto-estima na Educação:
a)
Auto-confiança;
b)
Humanização;
c)
Construção histórica;
d)
Avanço civilizatório;
e)
Reflexão;
f)
Contextualização;
g)
Desenvolvimento de habilidades e
atitudes;
h)
Saúde mental;
i)
Congruência;
j)
Autoconceito.
PSICOLOGIA
POSITIVA
PSICOLOGIA POSITIVA: uma proposta teórico metodológica.
Conceito:
é o estudo científico das forças e virtudes próprias do indivíduo...em relação
ao potencial, motivação e capacidades humanas.
Origem: Estados Unidos
– 1998 - Martin Seligman
Propostas
Diferentes: A Psicologia tradicional (modelo de doença e caráter disfuncional).
A Psicologia Positiva (modelo da saúde e caráter funcional).
PSICOLOGIA
POSITIVA c AUTO-ESTIMA c
EDUCAÇÃO
A PSICOLOGIA POSITIVA
ENVOLVE:
- Políticas
de Promoção da Saúde Mental.
- Prevenção
contra Doenças Físicas e Mentais.
- Busca
pela Felicidade.
ALGUMAS
REFLEXÕES
...
alguém que tem problemas, vivencia situações e momentos tristes, mas ainda
assim, sente-se feliz. Graziano, 2008, p.15.
...
a chave para a felicidade seria o cultivo das chamadas emoções positivas... A
felicidade não é para todo mundo. É para quem estiver disposto a trabalhar por
ela. Graziano, 2008, p.16.
... o
analfabetismo num país é tão intolerável quanto a falta de caráter ou a
ausência de empatia nas relações humanas ... precisamos nos preocupar também com
a alfabetização emocional. Figueiró,
2008, p.38.
...
a visão positiva de si mesmo (auto-estima) como aluno não se restringe ao
ambiente escolar, mas se estende para valores, confiança no adulto e no mundo
de modo geral. Leme, 2008, p.57.
...
os feedbacks, em sua maioria, têm um foco no negativo, naquilo que não deu
certo.Essa atitude é muito prejudicial para o colaborador, pois abala sua
ESTIMA e sua efetividade, gerando rancor e poluindo a comunicação. Laurenza,
2008, p.73.
...
a saúde ... É um processo subjetivo e individual, uma vez que o que determinam
o bem-estar é a percepção que o indivíduo tem de si. Ogata, 2008, p.77.
ESTUDO
DE CASO:
Situação Apresentada pela Educadora:
- Curso: superior.
- Sexo: feminino.
- Auto-imagem: negativa.
- Principal queixa: baixa auto-estima, desânimo, estressada, idéias suicidas, baixo rendimento escolar e pensamentos de abandonar o curso e o trabalho.
Terapêutica:
- escuta;
- disponibilidade;
- psicoterapia
e psiquiatria;
- credibilidade
nas suas funções;
- desenvolvimento
interpessoal.
Situação atual:
- Elevou
a auto-estima;
- Melhorou o rendimento escolar;
- Mudou de emprego.
Autor:
Alexandre Nunes – CRP 02/7043.
Referências:
-
HUFFMAN, Karen; VERNOY Mark e VERNOY,
Judith.Psicologia.São Paulo: Atlas, 2003.
-
PSIQUE. Ciência e Vida. Edição Especial.
Ano III. Nº 8. Editora: Escala.2008
-
PIMENTA, Selma Garrido e ANASTASIOU, Léa
das Graças camargos.Docênciano Ensino Superior.Vol. I São Paulo: Cortez,
2002.
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